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Treze prefeitos e 170 vereadores se filiam a novas siglas em Mato Grosso

Com a criação de duas novas siglas partidárias, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e o Solidariedade (SDD), 13 prefeitos e mais de 170 vereadores já trocaram de partido desde o mês passado, quando as legendas foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo os líderes dos partidos. A maioria deles pertencia às siglas nas quais os líderes regionais das legendas também eram filiados. Como é o caso dos prefeitos que trocaram de partido e migraram para o PROS.Dos 13 prefeitos mato-grossenses que se filiaram ao PROS, criado em Planaltina (GO) pelo ex-vereador Eurípedes Júnior (ex-PSL), apenas dois não eram do PSB, do qual o deputado federal Valtenir Pereira, que preside a sigla, também era um dos principais líderes. Tratam-se de Miguel Brunetto, de Santo Antônio do Leste, e Nilson Vigolo, de Vera, que deixaram o PDT e o PP, respectivamente.

Além deles dois, se filiaram ao PROS os prefeitos João do Ouro Verde, de Rosário Oeste; Baixinho Piovezan, de Porto dos Gaúchos; Chico da Oficina, de Nova Guarita; Carlos Roberto Bianchi, de São José dos Quatro Marcos; José Hélio, de Novo Mundo; Marcos Sá, de São José do Xingu; Valdez Viana, de Canabrava do Norte; Fausto Azambuja, de Luciara; Reynaldo Fonseca Diniz, de Ribeirão Cascalheira; Jiovan Farias, de Campinápolis, e Divina Oda, Pontal do Araguaia. Mais de 130 vereadores de todo o estado também se filiaram ao partido, segundo Valtenir Pereira.

“Estamos trazendo os prefeitos para fortalecer o partido e trabalharmos em conjunto nos próximos três anos, até o final do mandato”, disse o deputado federal. A expectativa dele é convencer mais prefeitos e mais lideranças políticas até o dia 22 deste mês, último dia que o ocupante do mandato tem para comunicar à Justiça Eleitoral sobre a desfiliação ao atual partido e o interesse em se filiar à nova sigla. Ocorre que, para quem já está no exercício de um mandato, a legislação estabelece o prazo de um mês após a criação da legenda para a mudança de partido, sem 'esbarrar' na Lei de Fidelidade Partidária.

Já o Solidariedade atraiu 40 vereadores e quatro vice-prefeitos. Para o presidente regional do partido, deputado estadual Adalto de Freitas, que era do PMDB, não há grande interesse dos prefeitos em mudar para a sigla, pois precisam de emendas e de angariar recursos junto aos secretários de estado.

“O partido é independente e não estamos barganhando nada, porque não temos cargos. Só temos a referência sindical e já somos a maior bancada na Câmara de Cuiabá”, afirmou o parlamentar, que conduz o partido junto com o ex-prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, também ex-filiado ao PMDB. “Queremos construir um partido novo e sair da mesmice”, enfatizou. Assim como no PROS, que pretende fazer oposição ao governador Silval Barbosa (PMDB), as filiações de políticos que já exercem mandato serão feitas até o dia 23 deste mês.

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