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Professores das redes municipal e estadual fazem novo protesto no Rio

Professores e funcionários das redes estadual e municipal de educação faziam um protesto na Zona Sul do Rio por volta das 13h desta quinta-feira (10). Os profissionais estão em greve desde o dia 8 de agosto. Na manhã desta quinta, os servidores da Faetec aproveitaram o ato para votar pela continuidade da greve.

Em função da manifestação, às 14h o trânsito estava interditado na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras. Também havia reflaxos nas ruas das Laranjeiras e do Catete, que estavam com trânsito lento.

Por volta das 13h30, houve um princípio de confusão entre policiais militares e manifestantes. Um grupo que estava colando cartazes e pichando tapumes de uma agência bancária na Rua das Laranjeiras discutiu com PMs que impediram a ação.

No mesmo horário, o grupo caminhava em direção ao Palácio Guanabara. Segundo os profissionais, o objetivo é seguir até a sede do governo estadual e depois até o Palácio da Cidade, em Botafogo, sede do poder municipal.

Em assembleia realizada na quarta-feira (9), os professores da rede municipal do Rio também decidiram pela continuidade da greve. “A greve continua, prefeito a culpa e sua”, foi a afirmação feita pelos professores e funcionários municipais durante a votação na assembleia.

Sobre a segurança da categoria durante os atos, a coordenação do Sindicato Estadual de Professores do Rio (Sepe) afirmou que a categoria ficará mais atenta aos infiltrados nas manifestações. “A gente vai observar melhor e ficar de olho nos infiltrados, inclusive policiais a paisana, para estimular a violência. Nossa categoria é mais feminina, estamos orientando para tomarem mais cuidado com a segurança. A gente respeita todos os apoios. A questão do reajuste salarial não é nosso foco principal e sim a questão pedagógica”, afirmou Marta Moraes, coordenadora do sepe.

Violência nos protestos
O Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ) informou nesta quarta-feira (9) que, por causa da violência policial, os professores estão com medo de participar das manifestações.

No entanto, o Sepe destacou que, apesar de não compartilhar com atos de violência, aprova o apoio “incondicional” de outros segmentos da população, como os Black Blocs. “Quanto aos Black Blocks, eu sou grato a esses garotos”, disse um dos professores. Eles afirmaram que, apesar de utilizarem métodos diferentes, que o apoio à causa é bem-vindo.

O apoio a outros grupos foi declarado na quarta-feira pela coordenadora do Sepe Susana Gutierrez. “A assembleia aprovou o apoio de todos aqueles que queiram defender a luta em defesa da educação pública de qualidade. (Entre eles) Black Blocs, ABI, OAB, entidades sociais, movimentos sindicais. É importante a gente pontuar que é a assembleia que organiza nossos atos. Nós não fazemos atos de violência”, disse.

Passeata
Na quarta-feira, após a assembleia, centenas de professores saíram em passeata até a sede da prefeitura, na Cidade Nova, fechando ruas e atrapalhando o tráfego. Os manifestantes chegaram lá por volta das 15h.

Segundo Ivanete Conceição da Slva, uma das coordenadoras gerais do Sepe, há interesse em negociar, mas a responsabilidade é da prefeitura. “A responsabilidade é do governo para que o ano letivo continue. Ainda não temos uma proposta de reposição, mas garantimos que o conteúdo será ensinado assim que as aulas sejam retomadas”.

Paes pede que professores não 'radicalizem tanto' para greve terminar
Na tarde de terça-feira (8), representantes de conselhos dos profissionais da educação se  com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, para conversar sobre a greve. A reunião ocorreu no Palácio da Cidade em Botafogo, na Zona Sul. Segundo a assessoria do prefeito, apesar do estado de greve, cerca de 91% dos professores já estão dando aulas nas instituições. Paes confirmou o corte de ponto dos grevistas, que será feito de forma retroativa desde o dia 3 de setembro.

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