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Primeira parte dos 40 vagões do VLT chega a Cuiabá e deve ser testada

Sete módulos que compõem o primeiro vagão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) chegaram a Cuiabá nesta quarta-feira (6). As três carretas que transportaram os módulos fizeram a primeira parada no Porto Seco, na BR-364, entrada da cidade, onde o vagão foi descarregado até o aguardo da liberação de importação pela Receita Federal. A composição do VLT, modal de transporte escolhido para atender a demanda da Copa na capital, foi fabricada na Espanha.

Conforme a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), as carretas com os módulos saíram do Porto de Santos, em São Paulo, na semana passada e demoraram quatro dias e meio para chegar em Cuiabá. Após a liberação no Porto Seco, os módulos devem seguir para o pátio de manutenção do VLT, que fica em Várzea Grande, região metropolitana da capital. Durante o percurso, está sendo programado a apresentação oficial do modal à população, feita pelo governador Silval Barbosa. O horário ainda não está agendado.

Os módulos chegaram cobertos por uma lona e atraiu a presença de muitos curiosos, que tiraram fotografias com o VLT, cuja implantação está orçada em R$ 1,4 bilhão. Esse é o primeiro de 40 vagões que devem compor o VLT, na capital. Cada vagão desses tem capacidade para acomodar, no máximo, 400 pessoas, segundo a Secopa. Ao todo, o VLT deve percorrer um trajeto de 22,2 quilômetros, passando por quatro viadutos, do Aeroporto, da Sefaz, da UFMT e do trevo MT-040. A chegada do próximo vagão ainda não tem data prevista.

No entanto, todo o trajeto não deverá ficar pronto até a Copa, conforme o próprio governador já adiantou. A expectativa agora é que seja concluído o trecho entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande e a entrada do bairro CPA, na capital. O outro trajeto, passando pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, na região do Coxipó, só deve ficar pronto no final de 2014.

O atraso na entrega da obra se deu por alguns fatores, entre eles as linhas de telefonia e sistemas de saneamento no caminho das obras e a demora no processo de desapropriações. 

Para a instação dos trilhos do VLT, foram necessárias ser feitas desapropriações no percurso, além da retirada de árvores dos canteiros de avenidas de Várzea Grande e Cuiabá. Ao todo, foram transplantadas 2,5 mil árvores. A previsão é que o valor da tarifa não ultrapasse a R$ 2,70.

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