Preso pertence a facções criminosas do RJ e SP

ADILSON ROSA
Da Reportagem

O traficante André Luis Soares de Oliveira, de 34 anos, o “Dragão”, foi preso em Cáceres (230 km a oeste de Cuiabá) e é apontado pela polícia como integrante de facções criminosas de São Paulo e Rio de Janeiro, além de ser procurado nos estados de Rondônia e Ceara. Ele foi preso pelo crime de uso de documento falso numa ação em conjunta com agentes federais. Com três prisões preventivas decretadas por Rondônia, Dragão morou no Peru e na Bolívia, onde praticou homicídios, ligados ao tráfico de drogas. A prisão dele ocorreu, anteontem à tarde. 

Segundo policiais civis, na abordagem que resultou na prisão, Dragão apresentou aos policiais federais documento de identidade com nome de Mateus André da Silva. Em checagem foi descoberto o verdadeiro nome de André, que tem três prisões preventivas decretadas. 

Aos policiais, ele relatou que conseguiu o documento falso em Manaus (AM). Preso na Bolívia recentemente, ele fugiu com ajuda de traficantes peruanos. “Uma quadrilha latinoamericana”, disse um policial. 

Conforme os policiais, Dragão estava residindo em Cáceres há cerca de quatro meses e trabalhava como taxista. Ele veio de Porto Velho, quando fugiu ao descobrir que tinha três mandados de prisão contra ele. A Polícia Civil de Rondônia chegou a montar um cerco contra ele, mas o suspeito se escondeu na mata, mas acabou deixando os documentos. 

Os policiais descobriram que Dragão é considerado um dos criminosos mais procurados do Estado do Ceará, fugitivo desde o ano de 2005, conforme informa a Secretária de Segurança Pública e Defesa Social. 

Na Bolívia, Dragão virou “La Bicha” ou “A Fera”, onde teria praticado vários homicídios, todos ligados a acertos de contas e também ao tráfico de drogas e de armas, sendo citado ainda nas notícias da internet do jornal El Dia da Bolívia como integrante de facções criminosas no Brasil. 

“No dia em que foi preso na Bolívia, o criminoso estava em uma casa com uma grande quantidade de armamentos e também roupas que ligavam o suposto narcotraficante aos grupos armados do Brasil”, explicou um policial que participou da prisão. 

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