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Plantio de soja na 2ª safra em MT pode atrapalhar controle de doenças

  O produtor de Mato Grosso que optar pelo plantio da soja na segunda safra terá que gastar mais no custo de produção. O desembolso é referente aos aplicações de agrotóxicos adicionais nas lavouras para o controle de pragas. Isso porque, de acordo com o pesquisador do programa de Proteção de Plantas da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Ivan Pedro, a incidência de doenças pode aumentar se não existir a rotação de cultura. Conforme ele, o clima está propício para a proliferação da ferrugem asiática, por exemplo. Além disso, os produtores estão preocupados com Helicoverpa, que já causou prejuízos nas lavouras dos principais estados agrícolas.

A opção pela soja na segunda safra está relacionada diretamente ao preço baixo do milho. Tradicionalmente, em Mato Grosso os produtores cultivam a soja na primeira temporada. Na safra 13/14, a produção de oleaginosa deve chegar a 8,2 milhões de hectares totalizando 25,6 milhões de toneladas. Já o milho é cultivado com predomiância na segunda temporada, somando 3,2 milhões de hectares para uma produção de 17 milhões de toneladas. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)

“O produtor de Mato Grosso pensa em plantar a soja na segunda safra porque o preço do milho está muito baixo. No entanto, o agricultor não pode olhar somente para o lado econômico. As questões sanitárias devem ser levadas em consideração. Principalmente porque o clima desta safra é propício para o surgimento de doenças que podem afetar a produtividade das lavouras”, explica o pesquisador. Conforme ele, para o controle dessas pragas é necessário fazer o monitoramente da produção, fazendo as aplicações de agrotóxicos corretamente.

Conforme o Imea, as despesas com defensivos representam 23%  do custo total de produção da soja. Os produtores nesta temporada terão que gastar R$ 626,75 por hectare para o uso de fungicidas, herbicidas, inseticidas e adjuvantes. No caso do milho, o desembolso do agricultor para estes produtos representa 26% do custo de produção total.

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