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Pastor Feliciano divulga vídeo com ataques a opositores e manifestantes

O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, divulgou vídeo que ataca opositores políticos e lideranças do movimento pelo fim da homofobia.

A divulgação do vídeo intitulado “Marco Feliciano renuncia” foi feita nesta segunda-feira na conta do pastor no microblog Twitter. O deputado não atendeu o G1 na manhã desta terça-feira, no entanto.

O vídeo postado no Youtube pela Wap TV Comunicação, que tem Feliciano e o pastor Silas Malafaia como clientes, começa dizendo: “Feliciano, cansado, sobrecarregado, caluniado”.

Com imagens de protestos contra o deputado e sessões da comissão, a narração fala que a comissão sempre foi presidido por “simpatizantes de movimentos homossexuais” que fazem “discursos políticos inflamados contra cristãos”. O vídeo qualifica como “rituais macabros” os protestos contrários a Feliciano.

Ao final, o vídeo diz que Feliciano decidiu “renunciar, renunciar sua provacidade, renunciar noites de paz e sono tranquilo, renunciar momentos preciosos com a própria família, a fim de não renunciar à Comissão de Direitos Humanos para que a sua família seja preservada” e convoca os telespectadores a renunciarem também.

Pastor da igreja Assembleia de Deus, Feliciano é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF): um inquérito que o acusa de homofobia e uma ação penal na qual é denunciado por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações. O pastor causou polemica em 2011 quando fez declarações em sua conta noTwitter sobre africanos e homossexuais. “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome… Etc”, escreveu o deputado na ocasião.

Durante a posse para o cargo de presidente, Feliciano se defendeu das acusações contra ele por causa das publicações. “Julgar uma pessoa de 40 anos por 140 caracteres citados numa rede social, sem contexto, isso é uma violação dos direitos humanos. Tachar e rotular é pior ainda”,

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