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Mulher que morreu atingida por raio na praia será enterrada no ABC

O corpo da turista que morreu atingida por um raio em Guarujá, no litoral de São Paulo, será velado em um cemitério em Mauá, no ABC, nesta terça-feira (14). Um fotógrafo que estava na praia registrou uma sequência de imagens mostrando a turista sendo atingida pela descarga elétrica.

Rosângela Biavati, de 36 anos, entrou no mar na tarde de segunda (13) para chamar o filho para ir embora da praia justamente por conta do mau tempo. Em seguida, ela recebeu a descarga elétrica. “O tempo começou a fechar e a gente resolveu ir embora. Eu fui guardar as malas no carro, e as crianças ficaram na praia. Ela foi tirar as crianças da água e recebeu a descarga. Eu recebi um choque leve e ela ficou caída”, afirmou o marido da vítima, Leandro Lopes Santos.

A mulher nasceu na cidade de Dois Vizinhos, no Paraná, e vivia em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, com o marido e o filho de 11 anos. A família tinha chegado à praia da Enseada às 12h e, pouco depois das 15h, o acidente aconteceu.

As fotos feitas pelo fotógrafo do jornal “A Tribuna” Rogério Soares mostram o momento em que a mulher entra na água e é atingida pelo raio. Depois, várias pessoas foram prestar socorro a ela, mas a descarga elétrica tinha sido muito forte. “Quando eu vi ela já estava estendida no chão e o pessoal já estava fazendo massagem para tentar reanimar”, afirma o irmão da vítima, Elias Biavati.

Ao todo, 13 pessoas da família estavam na praia. Parte delas era de Ribeirão Pires. Os outros eram moradores do Paraná. Apenas o marido da vítima estava fora d'água. Além do casal, uma outra mulher também sentiu o raio. “Uma outra irmã nossa estava próxima. Ela ficou com um hematoma no olho. Meu cunhado Leandro levou um choque também”, disse Biavati. “Eu não tenho nem o que falar. Foi uma fatalidade. Poderia ser eu, meu cunhado ou a própria criança que estava ali. Aconteceu com ela”, lamenta o marido da vítima.

O comerciante Arionaldo Garrido, que estava na praia, percebeu que havia algo de errado. “Nós tínhamos recolhido nossas mesas por causa da tempestade que estava vindo e vários raios caindo. Pouco depois ouvimos um grande estrondo e vimos várias pessoas correndo. Já sabíamos que havia tido alguma coisa ali.”

O climatologista Rodolfo Bonafim, da ONG Amigos da Água, diz que os raios são comuns nesta época do ano. “A incidência de raios agora, nesta época do ano, é muito maior que em outras épocas porque a umidade é maior, calor e umidade aumentam, e também porque a Baixada Santista é uma região banhada pelo Oceano Atlântico”, afirma Bonafim.

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