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Escapamentos de ônibus devem ser suspensos para evitar males à saúde

Os vereadores de Cuiabá aprovou um projeto de lei que obriga a instalação de escapamentos suspensos nos ônibus e microônibus coletivos, em Cuiabá. O equipamento deve ser instalado na parte de cime e não mais na parte de baixo dos veículos. A medida visa reduzir o nível de emissão de monóxido de carbono, gás prejudicial à saúde, na altura de pedestres e carros de passeio.

A fumaça que sai dos veículos é a principal causa de poluição nas cidades, de acordo com especialistas. O monóxido de carbono é altamente tóxico. Se inalado em pequenas quantidades, pode causar dores de cabeça, lentidão de raciocínio, problemas respiratórios e de visão, redução na capacidade de aprendizagem e perda de habilidade manual. Além disso, pode levar à morte por asfixia, conforme o departamento de química da Universidade de São Paulo (USP).

A maioria da frota de coletivos da capital já possui escapamentos suspensos. Porém, se o projeto for aprovado pelo Executivo, todos os veículos devem ser obrigados a fazer a mudança. “O objetivo do escapamento é que a emissão de gases esteja acima da altura das pessoas. Se entende que a partir do momento que emite acima do teto do ônibus, a comunidade é beneficiada com isso”, disse João Luiz Teixeira, diretor técnico de uma das concessionárias do transporte público do município. Ele informou que o custo para fazer a mudança é de aproximadamente R$ 600 por veículo.

Autor do projeto, o vereador Faissal Calil (PSB) afirmou que a lei já existia e foi readequada. “Fizemos a readequação de uma lei de 1984 para estender também aos microônibus e também fixamos multa para quem descumprir a lei”, explicou.

O projeto estabelece multa de R$ 1,5 mil para o veículo que continuar com o escapamento na parte de baixo do veículo. A mensagem foi encaminhada para o Executivo para ser sancionado pelo prefeito Mauro Mendes (PSB).

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