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Dois acusados de participar da morte de prefeito serão julgados em MT

Dois acusados de envolvimento no assassinato do prefeito de Nova Canaã do Norte, a 696 km de Cuiabá, Antônio Luiz Cesar de Castro, serão submetidos a júri popular pelo crime ocorrido em 2011. Um deles, o empresário Wanderlei Teixeira de Almeida, está preso desde abril de 2012 depois de ser localizado pela polícia em Diadema (SP). O outro, Vanildo dos Santos, encontra-se em liberdade. Ele conseguiu a revogação da prisão preventiva depois de oito meses detido. A vítima foi morta em agosto de 2011 com sete tiros quando estava em uma festa, no município o qual administrava. A data do julgamento ainda será marcada.

Na sentença de pronúncia, a juíza da Vara única de Nova Canaã do Norte, Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, pontuou que os réus devem ser julgados pelo Tribunal do Júri diante dos inídicios de suposta participação no crime e destacou, como argumento para isso, trecho do pedido de prisão preventiva. “O crime fora cometido de forma bárbara, contra uma autoridade municipal de alta estirpe, consistente no prefeito, tendo os executores agido de forma organizada e planejada, além de que, cometendo o delito em local público e na presença de várias pessoas, demonstrando serem audaciosos e destemidos”, reforçou.

O advogado dos réus Paulo Rogério de Oliveira declarou que não irá recorrer da sentença de pronúncia, pois tem interesse que o cliente seja julgado logo. “Não vamos recorrer da sentença de pronúnica. Queremos que ele vá a júri porque ele é inocente. Foram ouvidas mais de 50 testemunhas e não conseguiram mostrar a participação dele direta ou indireta dele [Wanderlei] no crime”, alegou. Segundo ele, contra Vanildo pesa a acusação de ter participado do crime por ter dado carona para Wanderlei. “Foi um absurdo. Ele ficou preso oito meses. Se fosse condenado por esse crime, não pegaria todo esse tempo de prisão”, afirmou.

A magistrada salientou na sentença de pronúnica que Wanderlei deve continuar preso até a data de julgamento. Segundo ela, “as circunstâncias normais de um crime dessa natureza, demonstrando, pelo 'modus operandi' [forma de agir] dos autores, sendo pessoas perigosas e que não temem ceifar a vida de qualquer pessoa que se coloque em contraposição aos seus interesses patrimoniais”. 

O empresário foi preso em Diadema na casa de um parente. Ele foi apontado pela investigação como coautor do homicídio do prefeito e hoje encontra-se preso no Presídio Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecido como Ferrugem. 

O caso
O prefeito Luizão, como era popularmente conhecido, foi assassinado a tiros quando participava de uma festa no município, por volta das 22h. De acordo com a Polícia Civil, o crime teria sido presenciado pela filha da vítima.

O prefeito estava em um clube de laço do município, quando um homem encapuzado teria se aproximado dele e efetuado os disparos. A vítima morreu na hora e o suspeito fugiu a pé do local.

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