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Criminosos fazem arrastão em prédio dos Jardins, em SP

Cerca de dez criminosos fizeram um arrastão em um prédio na Alameda Lorena, na região dos Jardins, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (30). O grupo usou um controle remoto clonado para entrar na garagem. Eles estavam em dois carros e não chamaram a atenção dos seguranças, segundo a Polícia Civil.

Parte dos criminosos que estava em uma BMW conseguiu acessar a garagem e, em seguida,  autorizou a entrada de um Peugeout, com o restante da quadrilha. Armados com fuzil e metralhadora, os assaltantes renderam os moradores que deixavam o edifício por volta das 7h10. A quadrilha invadiu cinco dos dez apartamentos do prédio. A ação durou aproximadamente duas horas.

“Acho que os bandidos tinham um alvo. Eles tinham um monte de controles remotos [da garagem] e foram testando até que um abriu. Um deles [criminosos] entrou e autorizou a entrada dos outros”, disse o delegado Antonio de Olim, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

De acordo com o delegado, os criminosos mantiveram as vítimas trancadas em um quarto de luz. Foi uma menina de 12 anos, filha de uma das vítimas, que conseguiu sair pela janela e abriu a porta para eles conseguirem sair. O porteiro também ficou trancado com os moradores.

Em um dos apartamentos roubados, o grupo levou mais de R$ 1,5 milhão em joias, relógios e dinheiro, segundo uma vítima. Já em outro imóvel, até um cofre foi levado. Os criminosos fugiram pela garagem sem disparar nenhum tiro. Eles não foram notados pelos funcionários do prédio.

O delegado reclama da falta de segurança nos edifícios. “Na maioria das vezes eles acessam prédios frágeis, fáceis de entrar. Os síndicos economizam na segurança e colocam em risco os moradores. Poderiam colocar um sistema de segurança melhor”, ressalta.

O caso será investigado pelo Deic, da Polícia Civil. A polícia procura por imagens de câmeras de segurança da região, já que o prédio assaltado não possui sistema de câmeras de monitoramento.

Na delegacia, testemunhas já reconheceram pelo menos um dos criminosos no arquivo de fotos de suspeitos da Polícia Civil.

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