44554

Criação de empregos formais sobe 26,4% em agosto, para 127 mil vagas

Após ter registrado o pior mês de julho em dez anos, a criação de empregos com carteira assinada se recuperou em agosto, quando foram abertas 127.648 vagas formais, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (20).

De acordo com o governo, as vagas formais criadas em agosto neste ano tiveram uma alta de 26,4% frente ao mesmo mês de 2012 – quando foram abertos 100.938 empregos com carteira assinada.

Apesar de ter registrado recuperação frente a agosto de 2012, os números oficiais mostram que a criação de vagas, no mês passado, ainda ficou distante do recorde. O melhor resultado para meses de agosto foi registrado em 2010 (+299 mil postos formais). Em agosto de 2011, por sua vez, foram abertas 190 mil vagas com carteira assinada.

Resultado parcial do ano é o pior desde 2009
No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, ainda de acordo com informações do Ministério do Trabalho, a geração de empregos formais ultrapassou a barreira de 1 milhão, com a abertura de 1,07 milhão empregos com carteira assinada, informou o governo.

Isso representa, porém, uma queda de 21,9% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 1,37 milhão de vagas. É o pior resultado para o período desde 2009, quando foram abertos 842 mil empregos com carteira assinada. O recorde para os oito primeiros meses de um ano foi registrado em 2010 (2,19 milhões de empregos formais abertos).

Os números de criação de empregos formais do acumulado de 2013, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de julho). Os dados de agosto ainda são considerados sem ajuste.

Crise financeira
A queda na criação de empregos formais nos oito primeiros meses deste ano acontece em um momento no qual a crise financeira internacional ainda tem mostrado efeitos na Europa, ao mesmo tempo em que a China tem registrado expansão inferior aos últimos anos. Nos Estados Unidos, há sinais de uma pequena aceleração da economia.

No Brasil, por sua vez, o governo adotou uma série de medidas para tentar estimular a economia no ano passado, com reflexos em 2013, como, por exemplo, a desoneração da folha de pagamentos, a redução do IOF para empréstimos de pessoas físicas e a desoneração da linha branca e dos automóveis – entre outros.

Entretanto, já teve de reverter algumas medidas – como a queda de juros que prevaleceu em 2012 – para combater a inflação. Neste ano, os juros já subiram em três oportunidades, para 8,5% ao ano. Além disso, a retirada de estímulos ao crescimento nos EUA gerou aumento do dólar no Brasil, em relação ao patamar registrado até maio – quando estava em R$ 2.

Setores da economia
Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços liderou a criação de empregos formais nos oito primeiros meses deste ano, com 464.668 postos abertos (contra 593.967 no mesmo período do ano passado), ao mesmo tempo em que a indústria de transformação foi responsável pela contratação de 213.292 trabalhadores com carteira assinada no mesmo período. De janeiro a agosto do ano passado, a indústria abriu 185.434 vagas.

A construção civil, por sua vez, regsitrou a abertura 165.197 trabalhadores com carteira assinada de janeiro a agosto deste ano, contra 256.343 vagas no mesmo período de 2012. Já o setor agrícola gerou 132.003 empregos nos oito primeiros meses deste ano (152.838 no mesmo período de 2012), enquanto o comércio abriu 55.603 vagas formais de janeiro a agosto de 2013 (contra 131.213 vagas abertas nos oito primeiros meses de 2012).

Distribuição geográfica dos empregos
Por regiões do país, ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, o destaque ficou por conta do Sudeste, com 579.332 postos formais abertos nos oito primeiros meses de 2013.

Em segundo lugar, aparece a região Sul, com a abertura de 259.494 vagas com carteira. A região Centro-Oeste, por sua vez, abriu 160.207 postos de trabalho de janeiro a agosto. Já a região Norte criou 44.644 vagas formais nos oito primeiros meses deste ano, enquanto que o Nordeste abriu 32.834 empregos com carteira assinada no mesmo período.

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no print
Compartilhar no email