Condenado por estuprar a filha em MT é espancado até a morte na prisão

Segundo a Sejudh, reeducando estava em cela junto com outros 3 colegas.
Idoso de 62 anos havia sido condenado a 9 anos por estuprar a filha.

Um idoso de 62 anos foi espancado até a morte por colegas de cela no Centro de Ressocialização de Cuiabá, antigo presídio do Carumbé, na madrugada desta sexta-feira (16), de acordo com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado (Sejudh). Ele foi condenado pela Justiça a 9 anos de prisão por estuprar e ameaçar a própria filha, no município de Dom Aquino, a 172 quilômetros de Cuiabá, onde morava com os dois filhos.

O reeducando, que já havia cumprido mais de três anos da pena, estava em uma cela reservada para presos em tratamento de saúde. Segundo a Sejudh, ele tomava remédio controlado, assim como os outros três presos que encontravam-se na cela e são suspeitos de matá-lo. Por volta das 4h desta sexta-feira, conforme a Secretaria, agentes prisionais ouviram um barulho vindo da cela e chamaram a Polícia Militar que faz segurança interna na unidade prisional.

Os policiais entraram no local e encontraram o reeducando caído no chão. Eles algemaram os outros três presos e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), cuja equipe constatou que o detento já estava morto. Foi feita perícia no local e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Os suspeitos devem prestar depoimento à Polícia Civil no próprio presídio para evitar o deslocamento, de acordo com a Sejudh.

Condenação
A decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que o condenou diz que o acusado abusava sexualmente da filha há mais de cinco anos, mediante violência e grave ameaça. Em uma das vezes que cometeu o crime outro filho dele ouviu e, depois disso, foi ao quarto conversar com a irmã, mas à princípio ela se recusou a falar sobre o assunto.

À polícia, a jovem alegou que o pai ameaçava expulsá-la de casa e que não contou para a mãe por medo. No entanto, ao retornar da escola, a vítima, que na época tinha 24 anos e sofria abusos desde os 19, contou para os irmãos que era forçada a manter relações sexuais com o pai.

Em depoimento à polícia, o acusado confessou o crime, mas negou obrigar a filha a ter relações com ele e que ela fazia por vontade própria. No entanto, a Justiça entendeu que “a palavra da vítima é de alta relevância nos crimes de estupro e atentado violento ao pudor, cometidos na clandestinidade”.

 fonte: G1

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