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Alta do dólar deixa custos para soja quase 5% maiores em Mato Grosso

A alta do dólar, que apenas em maio valorizou 5,6%, impactou diretamente nos preços da soja e dos produtos necessários para a sua produção. Os gastos para aquisição dos defensivos foram até 5,6% maiores para os tratos de variedades de soja livre de transgenia, e outros 3,9% para materiais geneticamente modificados, elencou nesta segunda-feira (22) o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu relatório semanal.

De acordo com o instituto, o custo com os fertilizantes aumentou 4,5%. Enquanto isso, o custo com as sementes geneticamente modificadas apresentou queda de 4,4%, “provavelmente devido à liberação da semeadura da Intacta RR2”, observou a entidade em sua análise. Na contramão, as sementes livres de transgenia ficaram 1,2% mais caras em relação ao mês anterior.

O custo operacional ficou superior em 3,9% para a soja convencional e 2,7% para a geneticamente modificada, em relação ao mês anterior, demonstrou o Instituto Mato-grossense. O custo total para a soja convencional foi avaliado pelos analistas em R$ 2.406,18, um aumento de 4,6%. Para as lavouras transgênicas as despesas giraram em R$ 2.408,87, alta de 3,8%.

“Nesse mesmo período a cotação média da soja em Chicago com vencimento para março de 2014 teve queda de 4,1%, enquanto a soja paridade para o mês em Mato Grosso teve queda de apenas 1,1%”, cita o Imea em sua análise semanal. Analistas apontam ainda que “a menor queda nas cotações paridade se deve à elevação do dólar, que minimizou as quedas nesse período”.

Segundo o Imea, os 40% dos produtores que ainda não tinham fechado o custo de produção antes de junho vão desembolsar mais. Já aqueles que já haviam realizado negócios sentiram apenas o reflexo bom da elevação da moeda norte-americana.

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